Nunca saí do meu país.
Talvez nem conheça algum dia, metade dos lugares que gostaria.
A net me faz ir a cada um deles sem sair de minha cadeira, e não acho ruím.
Apenas penso que em cada viagem que deixo de fazer,
viajo para dentro de mim.
Buscando o meu eu mais profundo e desconhecido.
Imaginando o cheiro e os gostos que cada lugar possam ter.
Experimento sensações natas.
A cada viagem que faço seja do meu computador
ou dentro de mim, faz brotar
novos motivos para buscar e viajar mais.
E descubro que sou um viajante mesmo parado.
Impressões
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Descomeço
Busco rebusco rabisco.
Lembro relembro esqueço
Volto revolto continuo
Gosto desgosto desejo
Procuro escuro clareio
Ando desando caminho
Sigo prossigo Fim.
Lembro relembro esqueço
Volto revolto continuo
Gosto desgosto desejo
Procuro escuro clareio
Ando desando caminho
Sigo prossigo Fim.
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Árvore na Janela
E olhando pelas gretas da janela
Vejo mil sóis refletidos nas mil folhas da árvore.
O cheiro fresco da brisa me desperta.
Acho que não quero me levantar!
Ainda estou cansada
O som das folhas batendo umas nas outras
só me fazem ter mais preguiça
A melodia deste amanhecer é interrompida
por carros apressados que passam desesperados
Regidos pela orquestra do tic-tac
A pressa me lembra que fui brevemente criança
e não tinha consciência disto, estava preocupada em aprender, falar... - o resto era resto.
Já o tempo em que passei adolescente...
Este sim foi infinito e ainda mais; me tornava invencível apesar de toda pressa que eu tinha.
Hoje sou adulta - e já faz algum tempo.
E deitada aqui na minha cama
olho pros mil sóis refletidos nas mil folhas da árvore de minha janela, que percebi.
Que posso ficar aqui por mais alguns instantes.
Porque eu tenho todo tempo do mundo - que me resta - pra ser velha.
E hoje eu não estou com pressa.
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
A Arte de Crescer
Muitas das vezes quando ainda adolescente, travamos brigas enormes com nossos pais.Consequentemente achamos que eles estão contra nós apenas por não partilharem das mesmas idéias e aspirações.Buscamos afrontá-los e impor nossas vontades e vamos contra tudo e todos porque simplesmente não questionamos em absoluto nada do que julgamos certo. Andamos pelo vida como se ela estivesse ali só pra nós e que nada nos afetará.Tudo é muito simples - preto no branco- nada
é tão urgente a não ser nós mesmos. Com o tempo
passando - e este não espera por ninguém - acabamos por amornar nossos
sentimentos e atitudes imponderadas.
Olhamos com menos raiva para aqueles que nos criam, e percebemos que eles não estavam assim tão contra nós. Reconhecemos em nós um pouco deles
e vemos que eles também erram, sofrem, divergem e até mesmo se perdem.
Agora que crescemos olhamos ainda mais de perto pra eles, neste momento olhamos com ternura e com um leve lamentar por não te-los enxergado assim a mais tempo. Procuramos entender se sempre foram assim - e com certeza o eram - nós é que mudamos.
Crescemos e com todo tipo de sentimento misturados, procuramos entender onde foi que deixamos de ser crianças e passamos a ser como nossos pais.Afinal de contas hoje estamos tal qual eles, e sofremos a incompreensão dos nossos filhos, que estão hoje na mesma fase por qual passamos.
Mas o único problema disso é que nos esquecemos que já fomos como eles!E não os entendemos como nossos pais não nos entendiam.
Agora somos nossos pais e é apenas o começo de nosso crescimento.
é tão urgente a não ser nós mesmos. Com o tempopassando - e este não espera por ninguém - acabamos por amornar nossos
sentimentos e atitudes imponderadas.
Olhamos com menos raiva para aqueles que nos criam, e percebemos que eles não estavam assim tão contra nós. Reconhecemos em nós um pouco deles
e vemos que eles também erram, sofrem, divergem e até mesmo se perdem.
Agora que crescemos olhamos ainda mais de perto pra eles, neste momento olhamos com ternura e com um leve lamentar por não te-los enxergado assim a mais tempo. Procuramos entender se sempre foram assim - e com certeza o eram - nós é que mudamos.
Crescemos e com todo tipo de sentimento misturados, procuramos entender onde foi que deixamos de ser crianças e passamos a ser como nossos pais.Afinal de contas hoje estamos tal qual eles, e sofremos a incompreensão dos nossos filhos, que estão hoje na mesma fase por qual passamos.
Mas o único problema disso é que nos esquecemos que já fomos como eles!E não os entendemos como nossos pais não nos entendiam.
Agora somos nossos pais e é apenas o começo de nosso crescimento.
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
A arte de criar os filhos
Quando achamos que já passamos da fase crítica, das mamadeiras e fraldas
e daqueles choros que a vizinha te diz que é uma coisa
sua sogra te diz algo completamente inverso
Mas sua mãe diz que é manha aí sim você acredita
E nos fim das contas...nada absolutamente nada se resolve.
Ahhhh que beleza chega a fase em que você só precisa administrar as tarefas
Sonho de consumo!!! Menino vai tomar banho.Fulano apaga a luz e vai dormir...
Facil né?!
Errado!!
Agora sim você terá trabalho, porque junto as ordens virão os questionamentos
e também as relutâncias.E ainda pior a negação.
Quando os temos em pares ou trios tudo se amplifica.
As questões de idade gênio e comportamento.
Como tratar igual pessoinhas que são tão diferentes, mas que ao mesmo tempo não se
diferem em nada.
Voltamos no tempo e vemos as questões conflitosas que
criamos para os nossos pais, e o quanto dificultamos as coisas entre nós.
Mas a vida passa e hoje passamos nas unhas aquilo que fizemos nossos pais passar.
Tentar administrar com eficiência tal circunstância é ledo engano só piora
Aí mais uma vez recorremos a sogra, a mãe e até mesmo os vizinhos para resolvermos
Tudo aquilo que sabemos como é....mas de um lado completamente diferente.
Agora é rezar que esta fase também passe, a fase em que o mundo está contra: contra o adolescente, contra o menor, e esperar que a outra fase de nossos filhos nos doa menos.
Mas quem já ouviu não esquece:Filhos criados trabalho dobrado!!!
e daqueles choros que a vizinha te diz que é uma coisa
sua sogra te diz algo completamente inverso
Mas sua mãe diz que é manha aí sim você acredita
E nos fim das contas...nada absolutamente nada se resolve.
Ahhhh que beleza chega a fase em que você só precisa administrar as tarefas
Sonho de consumo!!! Menino vai tomar banho.Fulano apaga a luz e vai dormir...
Facil né?!
Errado!!
Agora sim você terá trabalho, porque junto as ordens virão os questionamentos
e também as relutâncias.E ainda pior a negação.
Quando os temos em pares ou trios tudo se amplifica.
As questões de idade gênio e comportamento.
Como tratar igual pessoinhas que são tão diferentes, mas que ao mesmo tempo não se
diferem em nada.
Voltamos no tempo e vemos as questões conflitosas que
criamos para os nossos pais, e o quanto dificultamos as coisas entre nós.
Mas a vida passa e hoje passamos nas unhas aquilo que fizemos nossos pais passar.
Tentar administrar com eficiência tal circunstância é ledo engano só piora
Aí mais uma vez recorremos a sogra, a mãe e até mesmo os vizinhos para resolvermos
Tudo aquilo que sabemos como é....mas de um lado completamente diferente.
Agora é rezar que esta fase também passe, a fase em que o mundo está contra: contra o adolescente, contra o menor, e esperar que a outra fase de nossos filhos nos doa menos.
Mas quem já ouviu não esquece:Filhos criados trabalho dobrado!!!
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Há um momento do dia em que você simplesmente diz:chega!
Você quer olhar pra cozinha e num passe de mágica ver que ela se arrumou.
Que o lixo, você não vai precisar implorar pra que teu marido o ponha pra fora
Coisas cotidianas que poderiam se fazer sozinhas afinal de contas de tanto repetir já podiam ter aprendido.
Você está sempre na correria e as vezes esquece de se olhar no espelho, e tudo que é urgente poderia esperar 5 minutos , pra que
você passe um batom, escove os cabelos.
Mas nem você lembra e o coitado do espelho não consegue gritar alto suficiente pra que seja escutado.
É hora de dizer chega de viver de repetições de estagnação.
É hora de sacudir a poeira da mesmice que paira sobre seus dias, sobre suas aspirações secretas, de suas
virtudes e vontades.
Hora de lavar as vidraças que estão nos seus olhos pra ver que o sol brilha diferente.
E que você pode dar e receber aquilo que nunca imaginou.
Faça faxina por dentro.
Porque a casa você não leva pra todos os lados
Os livros que você leva nunca juntam poeira
Mas a alma parada estagnada junta; fica feia e triste
Diga chega pra correria do dia a dia mas nunca pra você.
Você quer olhar pra cozinha e num passe de mágica ver que ela se arrumou.
Que o lixo, você não vai precisar implorar pra que teu marido o ponha pra fora
Coisas cotidianas que poderiam se fazer sozinhas afinal de contas de tanto repetir já podiam ter aprendido.
Você está sempre na correria e as vezes esquece de se olhar no espelho, e tudo que é urgente poderia esperar 5 minutos , pra que
você passe um batom, escove os cabelos.Mas nem você lembra e o coitado do espelho não consegue gritar alto suficiente pra que seja escutado.
É hora de dizer chega de viver de repetições de estagnação.
É hora de sacudir a poeira da mesmice que paira sobre seus dias, sobre suas aspirações secretas, de suas
virtudes e vontades.
Hora de lavar as vidraças que estão nos seus olhos pra ver que o sol brilha diferente.
E que você pode dar e receber aquilo que nunca imaginou.
Faça faxina por dentro.
Porque a casa você não leva pra todos os lados
Os livros que você leva nunca juntam poeira
Mas a alma parada estagnada junta; fica feia e triste
Diga chega pra correria do dia a dia mas nunca pra você.
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Árvore na Janela
E olhando pelas gretas da janela
Vejo mil sóis refletidos nas mil folhas da árvore.
O cheiro fresco da brisa me desperta.
Acho que não quero me levantar!
Ainda estou cansada
O som das folhas batendo umas nas outras
só me fazem ter mais preguiça
A melodia deste amanhecer é interrompida
por carros apressados que passam desesperados
Regidos pela orquestra do tic-tac
A pressa me lembra que fui brevemente criança
e não tinha consciência disto, estava preocupada em aprender, falar... - o resto era resto.
Já o tempo em que passei adolescente...
Este sim foi infinito e ainda mais; me tornava invencível apesar de toda pressa que eu tinha.
Hoje sou adulta - e já faz algum tempo.
E deitada aqui na minha cama
olho pros mil sóis refletidos nas mil folhas da árvore de minha janela, que percebi.
Que posso ficar aqui por mais alguns instantes.
Porque eu tenho todo tempo do mundo - que me resta - pra ser velha.
E hoje eu não estou com pressa.
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