segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Árvore na Janela



É de manhã...
E olhando pelas gretas da janela
Vejo mil sóis refletidos nas mil folhas da árvore.
O cheiro fresco da brisa me desperta.
Acho que não quero me levantar!
Ainda estou cansada
O som das folhas batendo umas nas outras
só me fazem ter mais preguiça
A melodia  deste amanhecer é interrompida
por carros apressados que passam desesperados
Regidos pela orquestra do tic-tac
A pressa me lembra que fui brevemente criança
e não tinha consciência disto, estava preocupada em aprender, falar... - o resto era resto.
Já o tempo em que passei adolescente...
Este sim foi infinito e ainda mais; me tornava invencível apesar de toda pressa que eu tinha.
Hoje sou adulta  - e já faz algum tempo.
E deitada aqui na minha cama
olho pros mil sóis refletidos nas mil folhas da árvore de minha janela, que percebi.
Que posso ficar aqui por mais alguns instantes.
Porque  eu tenho todo tempo do mundo - que me resta - pra ser velha.
E hoje eu não estou com pressa.

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